Sintracon repudia ataques fascistas contra o acampamento Pró-Lula

8 de maio de 2018 10:57 pm Publicado por

Militantes que acampam nas imediações da Superintendência da Polícia Federal no Paraná sofrem com violência motivada pelo ódio e intolerância.

Há pouco mais de um mês desde a instalação de um acampamento em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nas proximidades da Superintendência da Polícia Federal no Paraná, em Curitiba, onde o líder trabalhista se encontra preso, vários casos de violência foram registrados contra os militantes que ali estão.

 

O primeiro episódio ocorreu ainda quando o ex-presidente era transferido para o local de seu cárcere. Membros da Polícia Federal jogaram bombas contra a manifestação pacífica do grupo Pró-Lula. Em seguida, a Tropa de Choque da Polícia Militar avançou em direção aos militantes de esquerda e dispersou a mobilização. Muitos trabalhadores e trabalhadores, pais e mães de família, ficaram feridos, inclusive um companheiro da construção civil.

 

Por outro lado, os manifestantes de direita, que atiravam rojões contra o helicóptero que trazia Lula, foram educadamente retirados pelas forças policiais.

 

Tudo isso foi apenas o começo dos casos de violência e discriminação política e social. No dia 17 de abril, integrantes de torcida organizada de um clube de futebol da capital paranaense atacaram e feriram um casal de militantes com barras de ferro.

 

No dia 28 aconteceu o evento mais grave. O acampamento foi atacado a tiros na madrugada. Duas pessoas ficaram feridas e uma foi alvejada no pescoço. Ficou vários dias internado em estado grave, mas felizmente não corre mais risco de morte. A informação é de que um veículo ficava passando em frente ao local, gritando palavras como “Bolsonaro Presidente”, em gestos de provocação. Em determinada ocasião, o criminoso desceu do veículo e disparou mais de 20 vezes contra o acampamento. Até o momento o autor do atentado terrorista ainda não foi identificado, mesmo com imagens de câmeras de segurança.

 

Já no episódio mais recente, a violência partiu de um delegado da Polícia Federal de Curitiba. Gastão Schefer Neto, responsável pelo ataque, se infiltrou nos atos que acontecem diariamente nas imediações da sede da PF e quebrou equipamentos de som. Gastão também é suplente de deputado federal pelo Partido da República (PR) e ex-presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADF-PR).

 

Vários outros episódios agressivos e de provocação aconteceram ao longo da jornada de resistência em defesa do ex-presidente e preso político em Curitiba. São crimes de ódio e intolerância contra pessoas que defendem a democracia e a igualdade. O fascismo está vivo e à solta.

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Este artigo foi escrito porSintraconCuritiba

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