Beto Richa coleciona processos em casos de corrupção

14 de maio de 2018 9:56 pm Publicado por

Ex-governador responde por várias acusações que envolvem crimes de corrupção durante sua carreira política.

A lista de investigações que envolvem o ex-governador Beto Rica (PSDB) em casos de corrupção não para de crescer. O tucano, que se licenciou do cargo no dia 26 de março para concorrer a uma vaga no Senado nas eleições de outubro, responde por acusações desde o tempo em que era prefeito de Curitiba. Em um desses processos mais antigos, Richa é suspeito de desvio de finalidade na aplicação de verba federal de R$ 100 mil para reformar unidades de saúde entre 2006 e 2008.

 

De lá para cá, não apenas o número de acusações aumentou, como também cresceram, e muito, as cifras dos escândalos investigados. A Operação Quadro Negro, por exemplo, apura desvios da ordem de R$ 20 milhões da construção e de reformas de escolas estaduais. Os valores teriam sido aplicados em forma de “Caixa 2” na campanha de reeleição do ex-governador.

 

A Operação Pelicano é outro inquérito que verifica o abastecimento ilícito das campanhas eleitorais de Beto Richa. O esquema envolveria a arrecadação de propinas da Receita Estadual.

 

A Lava Jato também se aproxima do tucano. Em fevereiro deste ano, Carlos Nasser, ex-assessor da Casa Civil nomeado por Beto Richa, e empresas ligadas ao grupo econômico da Triunfo Participações e Investimentos (TPI) apareceram entre os alvos de mandados da Operação Integração. Essa nova fase da Operação Lava Jato apura a corrupção, fraude a licitações e lavagem de dinheiro na concessão de rodovias do Paraná. O Ministério Público Federal chegou a pedir a prisão do ex-assessor de Richa, mas o juiz Sérgio Moro negou em função de sua idade – 78 anos.

 

O mais novo caso de corrupção a envolver Beto Richa teve repercussão nacional. Segundo reportagem publicada pela revista Istoé há poucos dias, em uma conversa gravada, o ex-chefe de gabinete de Richa, Deonilson Roldo, revela a negociata com a Odebrecht justamente em torno da obra que teria lhe rendido milhões em recursos para a campanha, por meio do caixa paralelo. A publicação teve acesso aos áudios depois que o tucano perdeu foro privilegiado ao renunciar ao governo do estado para concorrer ao Senado.

 

Na conversa, Roldo quer que “Pedro Rache, diretor-executivo da Contern, uma construtora do Grupo Bertin, desista da licitação para duplicação da PR-323, pois, segundo o chefe de gabinete, a obra já estaria prometida para a Odebrecht. O encontro foi realizado em 24 de fevereiro de 2014 dentro do Palácio Iguaçu, sede do Governo do Paraná”, revela a revista.

 

De acordo com a Istoé, “o Grupo Bertin desistiu da obra, a Odebrecht acabou concorrendo sozinha e vencendo a licitação da PR-323 em junho de 2014 – ou seja, quatro meses depois do diálogo que a ISTOÉ traz agora à tona. Em troca do bilionário contrato, com duração de 30 anos, a Odebrecht teria acertado o repasse de R$ 4 milhões, via caixa 2, para a campanha de reeleição de Beto Richa em 2014”.

 

O que a sociedade paranaense espera é a profunda investigação de todos os casos e a agilidade da Justiça, que até agora se mostra morosa e passiva em relação aos escândalos de corrupção do tucanato.

 

 

Com informações do Portal Porém.net
Tag: , , ,

Categorizados em: ,

Este artigo foi escrito porSintraconCuritiba

Comentários estão fechados.