Temer castiga entidades de trabalhadores e fortalece as patronais

8 de agosto de 2018 11:19 pm Publicado por

Decreto presidencial criou mecanismo de financiamento das instituições patronais do setor agrícola com recursos públicos.

 

Dar mais força aos patrões e massacrar os que lutam em defesa dos trabalhadores. Essa é a forma de governo do presidente golpista Michel Temer (MDB). Desde novembro de 2017, quando entrou em vigor a reforma trabalhista, o movimento sindical passa por dificuldades financeiras por conta do fim da contribuição compulsória (um dia de trabalho ao ano de cada trabalhador). As verbas eram destinadas à manutenção da organização e da estrutura sindical da classe trabalhadora.

 

Mas essa dura realidade não vale para todos. O setor patronal agrícola vinculado à CNA (Confederação Nacional da Agricultura), que sofria com os impactos do fim do imposto sindical, continua se beneficiando da arrecadação obrigatória. Isso porque desde 1ª fevereiro de 2018, por meio do Decreto 9.274, o golpista Temer criou uma forma alternativa de financiamento das entidades patronais rurais, com recursos públicos, claro.

 

Com tal decreto, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), instituição do “Sistema S”, é obrigado a reservar até 5% do orçamento para o financiamento da CNA e outros 5% para as federações agrícolas patronais estaduais.

 

Esses recursos saem do montante que até então era destinado à qualificação dos trabalhadores rurais. Assim, além de sufocar o movimento sindical de trabalhadores com a retirada de fonte de custeio, dificultar e até mesmo impedir a prestação de assistência e a defesa da classe, o governo também prejudica os trabalhadores rurais com a diminuição das verbas do aperfeiçoamento profissional.

 

É o governo da lógica inversa: fortalece os ricos e penaliza os pobres.

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Este artigo foi escrito porSintraconCuritiba

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