Eleições 2018: democracia e direitos ou violência e exploração?

23 de outubro de 2018 9:14 pm Publicado por

Segundo turno da eleição para a Presidência da República entra na reta final. Candidatos em disputa representam diferentes destinos para o Brasil.

Há poucos dias do segundo e decisivo turno da eleição para a Presidência da República, os candidatos em disputa cada vez mais deixam claro que têm planos distintos para a condução do país.

O líder das pesquisas, Jair Bolsonaro (PSL), disse por várias vezes que o trabalhador terá que escolher entre seus direitos ou seu emprego. Além disso, traz em seu plano de governo a proposta de uma nova carteira de trabalho, nas cores verde e amarela, que limitará direitos e terá o contrato individual prevalecendo sobre a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Seria uma espécie de aprofundamento da reforma trabalhista do governo Temer, com ainda mais possibilidades de exploração dos trabalhadores pelo empresariado.

Outras ameaças feitas por membros da campanha de Bolsonaro seriam o fim do 13º salário dos trabalhadores e uma reforma da previdência rígida, com aumento da idade mínima e do tempo de contribuição para a concessão do benefício da aposentadoria.

Pesa ainda contra Bolsonaro o perfil autoritário. No último domingo (21), em discurso transmitido de sua casa para uma manifestação de apoiadores, ameaçou prender ou expulsar os “vermelhos”. Um governo sem oposição é a característica fundamental de uma ditadura.

Cabe ressaltar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se apequenou diante das provas de que empresários aliados de Bolsonaro investiram milhões na sua campanha de forma clandestina, caracterizando Caixa 2, para espalhar notícias falsas contra Haddad e o PT. Se a legislação eleitoral fosse seguida ao pé da letra, a candidatura deveria ter sido impugnada.

Do outro lado, Fernando Haddad (PT) tem perfil e propostas totalmente opostas. Em seu plano de governo consta a revogação da reforma trabalhista de Temer e o resgate dos direitos dos trabalhadores, assim como prevê o fim da medida que congelou por 20 anos os investimentos públicos em áreas sociais, como saúde e educação.

Haddad afirma que quer retomar o Brasil do pleno emprego, com trabalho e educação para todos. Ainda prega a conciliação da sociedade através do amplo debate entre todos os setores.

As diferenças entre os candidatos e suas propostas são evidentes. Cabe a cada um decidir o que quer para o futuro do país: democracia e direitos ou violência e exploração. Vote consciente!

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Este artigo foi escrito porSintraconCuritiba

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